forumadmin
22-07-2009, 08:57 AM
O dólar comercial interrompeu hoje uma sequência de seis dias de baixa e fechou as negociações no mercado interbancário de câmbio em alta de 0,21%, cotado a R$ 1,907. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a taxa dos contratos de câmbio à vista subiu 0,18% e também encerrou a sessão a R$ 1,907.
Apesar da alta de hoje, o dólar comercial acumula queda de 2,90% em julho e de 18,33% no ano.
À tarde, o Banco Central realizou leilão de compra de moeda, no qual fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,912. O BC também informou hoje que as reservas internacionais subiram US$ 431 milhões ontem, totalizando US$ 209,821 bilhões. O volume das reservas é novo recorde histórico, superando a marca anterior de US$ 209,576 bilhões, registrada na quinta-feira da semana passada.
Pela manhã, nas primeiras transações, o dólar deu continuidade à queda das cotações da véspera, mas inverteu a direção e subiu acompanhando o comportamento da moeda no exterior, em meio à perda de força das Bolsas norte-americanas. A mudança de sinal nos mercados foi provocada pelo depoimento em comissão da Câmara dos EUA do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e preocupações com o futuro da instituição financeira norte-americana CIT Group. Cautelosos, os investidores passaram a ajustar "posições compradas" (aposta na alta do dólar).
Um operador de tesouraria de um banco, consultado pela reportagem, disse que o mercado cambial já precificou um corte de 0,50 ponto porcentual na taxa Selic, amanhã. A taxa Selic é o juro básico de referência da economia brasileira. "O dólar poderá sofrer algum ajuste na quinta-feira apenas se o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreender com um corte inesperado de 0,25 ponto porcentual ou de 0,75 ponto porcentual. Ainda assim, a movimentação dos investidores deverá ser maior no mercado de juros", afirmou. Hoje a taxa Selic está em 9,25% ao ano.
No exterior, alguns resultados corporativos nos EUA melhores do que o esperado ou em linha com as projeções de analistas, como os da Caterpillar e da Coca-Cola, ampararam o apetite por risco no começo do dia. Contudo, o ânimo mudou e as posições defensivas foram retomadas após o presidente do Fed detalhar as ferramentas que o banco central dos EUA possui para desfazer as medidas adotadas durante a crise, mas não apontar prazos de quando as medidas começarão a ser utilizadas. Bernanke também enfatizou que a economia norte-americana continua muito fraca para que o Fed dê início a um processo de aperto monetário. "À luz da substancial lentidão da economia e das pressões inflacionárias limitadas, a política monetária continua focada em alimentar a recuperação econômica", disse em texto preparado para o depoimento.
Apesar da alta de hoje, o dólar comercial acumula queda de 2,90% em julho e de 18,33% no ano.
À tarde, o Banco Central realizou leilão de compra de moeda, no qual fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,912. O BC também informou hoje que as reservas internacionais subiram US$ 431 milhões ontem, totalizando US$ 209,821 bilhões. O volume das reservas é novo recorde histórico, superando a marca anterior de US$ 209,576 bilhões, registrada na quinta-feira da semana passada.
Pela manhã, nas primeiras transações, o dólar deu continuidade à queda das cotações da véspera, mas inverteu a direção e subiu acompanhando o comportamento da moeda no exterior, em meio à perda de força das Bolsas norte-americanas. A mudança de sinal nos mercados foi provocada pelo depoimento em comissão da Câmara dos EUA do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e preocupações com o futuro da instituição financeira norte-americana CIT Group. Cautelosos, os investidores passaram a ajustar "posições compradas" (aposta na alta do dólar).
Um operador de tesouraria de um banco, consultado pela reportagem, disse que o mercado cambial já precificou um corte de 0,50 ponto porcentual na taxa Selic, amanhã. A taxa Selic é o juro básico de referência da economia brasileira. "O dólar poderá sofrer algum ajuste na quinta-feira apenas se o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreender com um corte inesperado de 0,25 ponto porcentual ou de 0,75 ponto porcentual. Ainda assim, a movimentação dos investidores deverá ser maior no mercado de juros", afirmou. Hoje a taxa Selic está em 9,25% ao ano.
No exterior, alguns resultados corporativos nos EUA melhores do que o esperado ou em linha com as projeções de analistas, como os da Caterpillar e da Coca-Cola, ampararam o apetite por risco no começo do dia. Contudo, o ânimo mudou e as posições defensivas foram retomadas após o presidente do Fed detalhar as ferramentas que o banco central dos EUA possui para desfazer as medidas adotadas durante a crise, mas não apontar prazos de quando as medidas começarão a ser utilizadas. Bernanke também enfatizou que a economia norte-americana continua muito fraca para que o Fed dê início a um processo de aperto monetário. "À luz da substancial lentidão da economia e das pressões inflacionárias limitadas, a política monetária continua focada em alimentar a recuperação econômica", disse em texto preparado para o depoimento.